América Latina e Caribe uma Região de Paz - Fora Bases Militares Estrangeiras

7 de Fevereiro de 2010


Reunidos em Porto Alegre, Brasil, nos marcos dos eventos comemorativos do 10º aniversário do Fórum Social Mundial e frente a uma nova escalada agressiva do imperialismo, nós dos movimentos sociais e populares, redes, organizações das mais distintas finalidades, nos encontramos novamente em uma campanha como a que realizamos contra a ALCA, para afirmar que a América latina é uma região de Paz, para dizermos fora às bases militares estrangeiras!

Há mais de uma década, a América Latina vive um processo de mudanças. Cresce a luta por sua soberania, por direitos e o bem-estar de seus povos. Ao mesmo tempo, o imperialismo estadunidense e seus aliados aumentam as ameaças aos povos e empreendem uma reação conservadora contra as transformações políticas que estão em curso.

Neste contexto, temos visto:

- Multiplicação das bases militares com a criação de sete bases militares no território colombiano e a assinatura de acordos com o Panamá para a instalação de 11 bases militares neste país.

- Invasão militar em nome da ajuda humanitária depois da catástrofe que ocorreu no Haiti;

- A reativação da quarta frota da marinha de guerra dos EUA, armada com artefatos nucleares projetada para navegar pelas ricas águas oceânicas e de rios da América do Sul e do Caribe.

- Iniciativas golpistas, como ocorreu em Honduras, com suporte logístico da base militar dos EUA em Palmerola;

- Planos para desestabilizar a países como no Paraguai, Bolívia e Venezuela;

- Recrudescimento das hostilidades e a manutenção do bloqueio contra Cuba;

- Criminalização da luta social;

A ampliação da presença militar dos EUA na região busca, além de intimidar os processos políticos de transformação na região, posicionar sua força bélica em zonas estratégicas de grandes riquezas naturais, como a biodiversidade da região amazônica e o petróleo encontrado em águas profundas do Atlântico Sul. Trata-se de um verdadeiro atentado à paz, à segurança e à soberania de todos os países da região.

Muito ao contrário do que difundem os círculos de poder e as forças conservadoras, o mundo não se tornou um lugar pacífico, seguro e nem estável. Pairam sobre a humanidade graves ameaças que põem em cheque a paz mundial, a segurança internacional, a democracia, a justiça social e a soberania dos povos e nações.

Na Ásia Central, os Estados Unidos e seus aliados da OTAN incrementam os efetivos militares, intensificam a ocupação e a guerra, que inclui bombardeios e ações de terra arrasada contra a população civil. O Iraque continua em chamas, transformado-se em protótipo do novo tipo de colonialismo militarizado inaugurado na era Bush e continuado pelo governo de Barak Obama.

Na Palestina ocupada, o povo mártir com seu território ocupado pelo Estado de Israel é vitima de um genocídio, que acontece com o consentimento e tolerância das potências estadunidenses e européias.

Enquanto se ataca o direito internacional, a militarização atinge inauditos patamares. Crescem as despesas militares, multiplicam-se os artefatos nucleares, os Estados Unidos engendram novos planos de defesa anti-mísseis, a OTAN ratifica seu caráter agressivo, cresce a presença naval dos países imperialistas no Oceano Índico, enquanto que a África torna-se ainda mais vulnerável com a criação do AFRICOM, o comando militar dos Estados Unidos para o continente. Uma imensa rede de bases militares estende-se em todo o planeta.

Todo este poderio não é uma necessidade do mundo, mas do sistema econômico que o império impõe ao mundo. Os objetivos são os que sempre moveram o sistema imperialista – o controle dos recursos econômicos, das riquezas nacionais, o domínio dos mercados e a luta contra as transformações sociais.

A crescente militarização expressa pelas mais de 800 bases militares estadunidenses ao redor do mundo, fazem parte da estratégia do imperialismo de saída crise econômica e política, de preservar seu modelo econômico, de se manter como potência hegemônica no mundo, utilizando se necessário a força para garantir tais objetivos.

As nossas organizações sociais condenam energicamente a escalada do militarismo. Temos profundas convicções democráticas, solidárias e de defesa da paz. Os povos tomam consciência de que a paz, oposta à militarização e às guerras imperialistas, é não só um valor a defender apaixonadamente, como um meio indispensável para assegurar a sobrevivência e o desenvolvimento da humanidade com justiça social, democracia, direitos universais, distribuição da renda e da riqueza e soberania nacional.

Reafirmamos neste momento que o Haiti não necessita de intervenção militar e sim de que se respeite sua soberania, chamamos a todos os países a realizarem de uma cooperação solidária, com médicos, professores à serviço do povo haitiano.

Como latino-americanos patriotas e comprometidos com a solidariedade entre os povos queremos dar a nossa contribuição à concretização de transformar estes nobres ideais e fazer da América Latina um território livre de bases militares estrangeiras.

América lática e Caribe uma Região de Paz!

Fora bases estrangeiras!

Organizaçoes e redes internacionais:

Conselho Mundial da Paz – CMP

Aliança Social continental – ASC

Via Campesina – CLOC

Marcha Mundial de Mulheres - MMM

Jubileo Sul – Américas

Compa

Encontro Nossa América

FDIM

SERPAJ – América Latina

OCLAE

OSPAAAL

Organizações nacionais:

Mopassol

Cebrapaz

MST

CUT

UBM

CONAM

CTB

MAB

Consulta Popular

Assembléia popular

UJS

MOVPAZ

CMLK

Frente Nacional de Resistencia - Honduras

Para assinar envie email para:

americalatinadepaz chez gmail.com



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