Carta manuscrita pelo companheiro farmaceutico grego, reformado de 77 anos, que se suicidou no passado dia 4, em frente ao Parlamento Grego.

8 de Abril de 2012


«O governo de ocupação de Tsolakoglou [1] aniquilou literalmente os meus meios de subsistência, que consistiam numa reforma digna para a qual me quotizei durante 35 anos (sem qualquer contributo do Estado). Como a minha idade já não me permite uma acção Acção Valor mobiliário emitido por uma sociedade em parcelas. Este título representa uma fracção do capital social. Dá ao titular (o accionista) o direito, designadamente, de receber uma parte dos lucros distribuídos (os dividendos) e participar nas assembleias gerais. individual mais radical ( ainda que não exclua que se um grego tivesse empunhado uma Kalachinikov eu teria sido o segundo), eu não encontro outra solução que não seja uma morte digna, porque recuso procurar alimentos no lixo. Espero que um dia os jovens sem futuro empunharão as armas e pedurarão (enforcarão) os traidores, como fizeram os italianos em 1944 com Mussolini, na Praça Loreto de Milão.»



Notas

[1O general Tsolakoglou, que assinou a amnistia com as forças invasoras alemãs, foi o chefe do primeiro governo grego sob a ocupação nazi (de 30/4/1941 a 02/12/1942). Na Grécia o seu nome é sinónimo de «colaboracionista».

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