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FEEF e MEE contra os povos da Europa
por
Damien Millet,
François Sana,
Eric Toussaint
1 de Março de 2012
Em reacção à crise grega e perante o risco de contágio das crises da dívida soberana, os Estados-membros da zona euro, em vez de atacarem a raiz do problema, montaram de urgência o Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF) em Maio de 2010. Com sede no Luxemburgo, este fundo temporário (previa-se o seu término em Julho de 2013) foi concebido para dar confiança aos mercados financeiros. Tem por objectivo assegurar a estabilidade financeira da zona euro, fornecendo ajuda de emergência aos países (...)
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Golpe de Estado contra a democracia
por
Jérome Duval
5 de Dezembro de 2011
A austeridade contra a democracia Vacilante, a democracia faz triste figura e tende a naufragar; em pano de fundo, um bipartidarismo institucionalizado ao serviço dos credores. Toda a Europa caminha para uma mesma política de austeridade desejada pelos tecnocratas do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Central Europeu. Apesar de o exemplo grego provar que a austeridade não funciona (pelo menos para a população grega), quando finalmente se abrem as urnas de voto, são aplicadas as (...)
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No cerne do ciclone: a crise da dívida na União Europeia
por
Eric Toussaint
29 de Novembro de 2011
CADTM: É verdade que a Grécia tem de prometer ao mercado uma taxa de juro de cerca de 15% para poder pedir empréstimos a prazo de 10 anos? Eric Toussaint: Sim, é verdade; os mercados apenas admitem comprar os certificados a prazo de 10 anos que a Grécia emitir na condição de que a Grécia se comprometa a pagar juros exorbitantes. CADTM: A Grécia está disposta a contrair empréstimos nessas condições? Eric Toussaint: Não, a Grécia não se pode dar ao luxo de pagar juros semelhantes. Custar-lhe-ia (...)
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Entrevista de Eric Toussaint sobre a necessidade de auditorias cidadãs à dívida pública
por
Eric Toussaint,
Precários Inflexíveis
29 de Novembro de 2011
Os Precários Inflexíveis entrevistaram Éric Toussaint do Comité para a Anulação da Dívida do Terceiro Mundo sobre a necessidade de auditorias cidadãs à dívida pública na Grécia e Portugal e sobre o ponto de situação da crise económica na Europa. Éric Toussaint falou-nos das vítimas desta dívida impagável e da ausência de políticas europeias que respondam a esta crise económica e social. Para mais informações sobre a auditoria cidadã à dívida pública visita (...)
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No cerne do ciclone: a crise da dívida na União Europeia (7/7)
Sair das crises e dar a volta por cima
por
Eric Toussaint
10 de Outubro de 2011
Sétima parte: Sair das crises e dar a volta por cima CADTM: Durante o nosso diálogo, afirmaste que a Grécia é obrigada a escolher uma dessas duas opções: – Resignar-se e submeter-se aos desígnios da Troika; – Recusar os ditames dos mercados e da Troika, suspendendo o pagamento da dívida e lançando uma auditoria a fim de repudiar a parte ilegítima da dívida. Acabaste de descrever a primeira opção. Queres explicitar a segunda? Eric Toussaint: Partindo do caso da Grécia, é importante notar que outros (...)
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No cerne do ciclone: a crise da dívida na União Europeia (6/7)
A crise já atingiu o apogeu?
por
Eric Toussaint
7 de Outubro de 2011
Sexta parte: A crise já atingiu o apogeu ? CADTM: A crise já atingiu o apogeu? Eric Toussaint: Estamos muito longe do fim da crise. Considerando apenas os aspectos financeiros, temos de ter consciência de que, depois de 2007, os bancos privados continuaram a enveredar por um jogo extremamente perigoso que lhes é favorável enquanto não houver incidentes, mas que é prejudicial para a maioria da população. A quantidade de activos duvidosos existentes nos balanços dos bancos é enorme. Ora, se (...)
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No cerne do ciclone: a crise da dívida na União Europeia (4/7)
Quarta parte: O “Plano Brady” europeu – austeridade permanente
por
Eric Toussaint
2 de Outubro de 2011
Quarta parte: O “Plano Brady” europeu – austeridade permanente CADTM: Na sequência da cimeira europeia de 21 de julho de 2011, foi anunciado que a dívida da Grécia iria ser reduzida recorrendo à contribuição dos banqueiros. Estaremos a ir para o bom caminho? Eric Toussaint: Não, nem pouco mais ou menos. Essas decisões não oferecem solução favorável aos países em dificuldade. As decisões de 21 de julho, se alguma vez vierem a ser aprovadas pelos parlamentos dos países envolvidos no setembro-outubro de (...)
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No cerne do ciclone: a crise da dívida na União Europeia (2/7)
A feira de saldos dos títulos gregos
por
Eric Toussaint
27 de Setembro de 2011
Segunda parte: A feira de saldos dos títulos gregos CADTM: Dizes |1| que desde a crise de maio de 2010, a Grécia deixou de pedir empréstimos a prazo a 10 anos. Mas então, o que significa o facto de os mercados exigirem um rendimento de cerca de 15% ou superior para os títulos da Grécia a 10 anos |2|? Eric Toussaint: Isso influencia o preço de venda dos antigos títulos da dívida grega que são trocados no mercado secundário ou no mercado de rua. A isto é preciso acrescentar outra consequência, ainda (...)
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No cerne do ciclone: a crise da dívida na União Europeia (1/7)
A Grécia no centro da tormenta
por
Eric Toussaint
24 de Setembro de 2011
Em julho-agosto de 2011, as bolsas foram novamente abaladas a nível internacional. A crise aprofundou-se na União Europeia, em particular em matéria de dívidas. O CADTM entrevistou Eric Toussaint a fim de descodificar os diferentes aspectos desta nova fase da crise. Primeira parte: A Grécia no centro da tormenta CADTM: É verdade que a Grécia tem de prometer ao mercado uma taxa de juro de cerca de 15% para poder pedir empréstimos a prazo de 10 anos? Eric Toussaint: Sim, é verdade; os mercados (...)
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Comunicado do GT Economia Sol – Sintagma
Nós, cidadãos da Puerta del Sol e da praça Syntagma, manifestamos nossa indignação e convidamos a juntar-se a todos os indignados em todas as praça
7 de Setembro de 2011
Nós, cidadãos da Puerta del Sol e da Praça Syntagma, manifestamos a nossa indignação e convidamos todos os indignados a juntarem-se em todas as praças. Dos EUA a Bruxelas, da Grécia à Bolívia, da Espanha à Tunísia, a crise do capitalismo acentua-se. E são os seus causadores que nos impõem as receitas para superá-la. Essas receitas são: transferir fundos públicos para entidades financeiras privadas, fazendo pagar a factura às populações com planos de ajuste que em vez de nos tirarem da crise, ainda nos (...)