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Portugal: as Consequências Dramáticas da Austeridade Imposta pela Troika
por
Virginie de Romanet
20 de Março de 2012
Decorreu há um ano a grande manifestação de 12 de Março 2011 — da Geração à Rasca —, reunindo mais de 500000 pessoas em todo o país para se oporem à deterioração das condições de trabalho e ao desmantelamento dos direitos sociais. Esta manifestação deu origem ao movimento m12m . Passados alguns dias, foi imposto um drástico plano de austeridade associado ao empréstimo da Troika , agravando as condições de vida de uma grande fatia da população. Portugal, país em que as condições de vida da população eram já (...)
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A campanha de desinformação sobre a dívida grega e o plano de salvamento dos credores privados
por
CADTM
13 de Março de 2012
Mais de 85% dos credores privados (bancos, seguradoras, fundos de pensão, ...) aceitaram quinta-feira à noite participar na reestruturação da dívida grega apagando 107 mil milhões de euros. No papel, estes credores renunciam assim a 53,5% dos seus créditos. Mas ao contrário das aparências, o CADTM afirma que esta operação é sobretudo uma boa notícia para os bancos gregos e europeus (principalmente franceses e alemães), não para o povo grego ao qual prometem-se novas deteriorações das suas condições de (...)
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A Grécia luta em 2012 como a Espanha em 1936 – pelos povos da Europa!
por
Sonia Mitralias
19 de Fevereiro de 2012
O curso da História acelera e os acontecimentos cataclísmicos dos últimos dias na Grécia são de molde a convencer até os mais reticentes: a Grécia tende a ser hoje em dia para a Europa de 2012 o que a Espanha foi para a Europa de 1936! Esta constatação aparentemente ousada não é uma tirada romântica. Não, é um facto imposto pelos nossos governantes, pois quem nos assedia a tempo inteiro desde há dois anos são as Merkel e os Sarkozy, o FMI e os banqueiros, a reacção neoliberal de além-fronteiras nacionais, (...)
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Série: O contexto internacional das indignações mundiais (5/5)
Indignados e indignadas de todo o mundo: unamo-nos!
por
Eric Toussaint
31 de Janeiro de 2012
É difícil prever o futuro da primavera árabe, do movimento dos indignados e de Occupy Wall Street. As rebeliões na Tunísia e no Egipto podem resultar numa transição semelhante à da América Latina, das Filipinas ou da Coreia com o fim das ditaduras nos anos 1980, ou da África do Sul nos anos 1990, já para não falar dos Estados da África Subsaariana: estabilização de um regime burguês neoliberal. A época é outra, as características do mundo muçulmano são bastante específicas, os interesses geostratégicos pesam (...)
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Série: O contexto internacional das indignações mundiais (4/5)
Algumas características comuns nas mobilizações de 2011
por
Eric Toussaint
28 de Janeiro de 2012
Encontramos algumas características comuns na primavera árabe, Occupy Wall Street, e nos Indignados, em 2011. 1. Os manifestantes tornam a investir a praça pública, chegando a instalar-se nela; multiplicam-se os protestos de rua. No passado, as acções radicais começavam frequentemente no local de trabalho ou de estudo e compreendiam a ocupação das instalações (fábricas, escolas, universidades, etc.). Embora as greves e as ocupações de fábricas ou estabelecimentos escolares se verifiquem em países tais (...)
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Série : O contexto internacional das indignações mundiais (3/5)
Da primavera árabe a Occupy Wall Street, passando pelo movimento dos Indignados
por
Eric Toussaint
25 de Janeiro de 2012
Na Tunísia e no Egipto, países não exportadores de matérias-primas (a não ser em grau marginal), as condições de vida das populações degradaram-se nos últimos anos, o que originou protestos sociais severamente reprimidos. Isto provocou, a começar pela Tunísia, uma reacção de massas que depressa adquiriu uma dimensão política. O povo desceu à rua e às praças públicas para enfrentar a repressão (o que se saldou em 300 mortes) e exigir a destituição do ditador Ben Ali. Em 14 de Janeiro de 2011, o ditador teve de (...)
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Série: O contexto internacional das indignações mundiais (2/5)
A crise mundial antecede a primavera árabe, os Indignados e Occupy Wall Street
por
Eric Toussaint
22 de Janeiro de 2012
A partir de 2007 o céu capitalista fica escuro. Começa então a maior crise capitalista desde os anos 1930. Verifica-se uma interconexão de diferentes crises: nos países mais industrializados, a crise bancária e financeira, a crise imobiliária, a crise económica; nos países do sul, em particular em África e certos países da Ásia, a crise alimentar (a América Latina é menos afectada) causada principalmente por dois factores gerados pela política praticada pelos governos dos países mais industrializados: 1. (...)
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Série: O contexto internacional das indignações mundiais (1/5)
Breve retrospectiva dos movimentos que antecederam a primavera árabe, os Indignados e Occupy Wall Street
por
Eric Toussaint
19 de Janeiro de 2012
Ao longo de 2011, o movimento social e político rebelde reapareceu nas ruas e praças públicas nos quatro cantos do planeta. Tomou várias formas e lançou novos apelos: a primavera árabe, os indignados, o movimento Occupy Wall Street (OWS)… As principais regiões em causa são o Norte de África e o Médio Oriente (incluindo Israel), a Europa e a América do Norte. Embora nem todos os países dessas regiões tenham sido tocados pela vaga de mobilização e por novas formas de organização, toda a gente ouviu falar (...)
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No cerne do ciclone: a crise da dívida na União Europeia
por
Eric Toussaint
29 de Novembro de 2011
CADTM: É verdade que a Grécia tem de prometer ao mercado uma taxa de juro de cerca de 15% para poder pedir empréstimos a prazo de 10 anos? Eric Toussaint: Sim, é verdade; os mercados apenas admitem comprar os certificados a prazo de 10 anos que a Grécia emitir na condição de que a Grécia se comprometa a pagar juros exorbitantes. CADTM: A Grécia está disposta a contrair empréstimos nessas condições? Eric Toussaint: Não, a Grécia não se pode dar ao luxo de pagar juros semelhantes. Custar-lhe-ia (...)
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A esquerda contra a dividadura
por
Francisco Louça
28 de Novembro de 2011
O debate nas esquerdas acerca da resposta à crise da dívida é fundamental para definir a política socialista. É disso que trata este texto. Na primeira parte, discuto a crise do euro. Pretendo argumentar, como muitos outros, que ela é estrutural e permanente, ao contrário do que afirma o consenso entre a social-democracia e a direita. Na segunda parte, discuto as duas alternativas que têm sido propostas contra a estratégia do europeísmo de esquerda: a saída nacionalista e o salto para o Estado (...)