6 de Fevereiro por Eric Toussaint , Cyn Huang

Encontro entre Mao Tse-Tung e Richard Nixon, 1972, domínio público, Administração Nacional de Arquivos e Registros, https://picryl.com/media/president-nixon-meets-with-chinas-communist-party-leader-mao-tse-tung-02-29-33f5d9.
Entrevista com Éric Toussaint por Cyn Huang, estudante em Berkeley (Califórnia) e membro ativo da Democratic Socialists of America (DSA), onde copreside a corrente Bread and Roses.
Cyn Huang: Você poderia explicar os termos do conflito entre a China e os Estados Unidos? De onde ele vem?
Éric Toussaint: Hoje, trata-se de um conflito entre duas superpotências. No entanto, eu não diria que se trata de dois imperialismos da mesma natureza. A China é um imperialismo emergente, enquanto os Estados Unidos constituem um imperialismo antigo, consolidado, em relativo declínio e extremamente agressivo.
Para compreender a evolução das relações entre a China e os Estados Unidos, é indispensável colocá-las em um contexto histórico. Após a revolução chinesa de 1949, os Estados Unidos apoiaram o regime nacionalista de Chiang Kai-shek, refugiado em Taiwan, e se recusaram a reconhecer a República Popular da China liderada por Mao Tsé-Tung, então em transição para o socialismo. As relações eram muito conflituosas, especialmente durante a Guerra da Coreia. Em vários momentos, especialmente no início da década de 1960, a China apoiou lutas armadas em diferentes países considerados estratégicos pelos Estados Unidos. Pequim ajudou o Vietnã do Norte, presidido por Ho Chi Minh, e a Frente Nacional para a Libertação do Vietname.
Confrontados com o impasse da Guerra do Vietnã, os Estados Unidos fizeram então uma reviravolta estratégica e se aproximaram da China. Essa aproximação foi simbolizada pelo encontro histórico entre Richard Nixon e Mao Tsé-Tung no início da década de 1970, ilustrado pela famosa fotografia do aperto de mão entre os dois em 1972. Antes desse encontro, os Estados Unidos haviam reconhecido as autoridades de Pequim como o governo legítimo da China. Posteriormente, retiraram seu reconhecimento diplomático de Taiwan e aceitaram o princípio de que Taiwan fazia parte do território chinês.
Essa mudança teve consequências concretas. Até 1971, a China era representada no Conselho de Segurança das Nações Unidas por Taiwan (ver quadro «A China nas Nações Unidas, no FMI e no Banco Mundial»). A partir do acordo sino-americano, foi a República Popular da China que ocupou o assento chinês no Conselho de Segurança da ONU. Alguns anos mais tarde, mais precisamente em 1980, a China de Pequim substituiu Taiwan no Fundo Monetário Internacional (FMI) e no Banco Mundial.
| A China nas Nações Unidas, no FMI e no Banco Mundial A China nacionalista de Chiang Kai-shek, refugiada em Taiwan (Formosa) após 1949, ocupou o assento da China no Conselho de Segurança da ONU até 1971, graças ao apoio dos Estados Unidos e das potências da Europa Ocidental. A virada ocorreu em 25 de outubro de 1971: a Assembleia Geral aprovou a resolução 2758, que reconhecia a República Popular da China (RPC) como única representante legítima da China na ONU. A RPC recuperou então o assento permanente no Conselho de Segurança, com direito de veto. O governo de Taiwan foi excluído da ONU. Resumindo: de 1945 a 1971, o assento chinês foi ocupado pela China nacionalista e anticomunista. Desde 1971, o assento é ocupado pela China Popular (Pequim). Essa reviravolta histórica ocorreu porque Washington queria isolar a URSS e reduzir o apoio de Pequim ao Vietnã do Norte e à Frente Nacional para a Libertação do Vietnã (FNL), que lutavam contra a ocupação americana do Vietnã do Sul e resistia aos bombardeios massivos no Vietnã do Norte. A ruptura sino-soviética abriu uma oportunidade. Em 1971, ocorreu uma missão secreta de Henry Kissinger a Pequim, seguida, em 1972, por uma visita histórica de Richard Nixon à China. Consequentemente, em 1971, os Estados Unidos deixaram de bloquear a entrada da RPC na ONU. A China era membro fundador do FMI em 1945, mas após a revolução chinesa de 1949 liderada pelo Partido Comunista, com Mao Tsé-Tung à frente, foi o governo de Taiwan (República da China) que ocupou o lugar da China na organização. Na sequência da mudança de rumo de Washington na década de 1970, em 17 de abril de 1980, o FMI reconheceu oficialmente a RPC de Mao como titular legal do lugar da China e, desde essa data, a RPC participa plenamente na instituição, com a sua própria quota e o seu diretor executivo. O Banco Mundial, dominado, tal como o FMI, pelas autoridades de Washington, decidiu, em 14 de abril de 1980, que a RPC substituía oficialmente Taiwan como representante da China em todos os ramos do Grupo do Banco Mundial (IBRD, IDA, IFC). |
Naquela época, a China ainda era um país em transição para o socialismo, fortemente burocratizado e atravessado por profundas contradições, especialmente aquelas reveladas pela Revolução Cultural iniciada em 1966. A partir da década de 1980, sob o impulso de
Deng Xiaoping, foram iniciadas reformas que levaram gradualmente à restauração do capitalismo na China.
Cyn Huang: O desenvolvimento da economia política chinesa e a evolução de sua posição no sistema mundial são impressionantes. Como você acabou de mostrar, os Estados Unidos nem sempre consideraram a China como seu principal adversário estratégico. Além disso, a partir da década de 1990 e na primeira década do século XXI, a classe dominante americana via a China como um parceiro econômico essencial, do qual podia tirar proveito e que pensava poder canalizar para uma ordem mundial dominada pelos Estados Unidos.
Éric Toussaint: A partir dos anos 2000, e de forma particularmente marcante, a China tornou-se um importante destino de investimentos estrangeiros, especialmente americanos. Grandes empresas privadas dos Estados Unidos – como Apple, Microsoft e muitas outras – instalaram fábricas em zonas econômicas especiais no território chinês. Durante anos, o governo americano e as grandes multinacionais consideraram que tiravam uma vantagem considerável dessa relação: podiam explorar uma mão de obra chinesa muito mal remunerada, que trabalhava em condições particularmente difíceis, e extrair dela uma mais-valia maciça.
Se utilizarmos as categorias de Karl Marx, podemos falar de uma transferência de valor através de um comércio desigual: uma parte importante da mais-valia produzida pelos trabalhadores chineses era captada pelos capitalistas americanos. Paralelamente, devido às suas exportações massivas, a China acumulou enormes excedentes comerciais e, consequentemente, importantes reservas cambiais em dólares. Estas ultrapassaram os 3.000 bilhões de dólares [pt: 3 biliões] (este volume é próximo do PIB
PIB
Produto interno bruto
O produto interno bruto é um agregado económico que mede a produção total num determinado território, calculado pela soma dos valores acrescentados. Esta fórmula de medida é notoriamente incompleta; não leva em conta, por exemplo, todas as actividades que não são objecto de trocas mercantis. O PIB contabiliza tanto a produção de bens como a de serviços. Chama-se crescimento económico à variação do PIB entre dois períodos.
da França em 2025), dos quais mais de 1.300 bilhões [pt: 1,3 biliões] foram investidos em títulos do Tesouro americano em 2013. Por outras palavras, a China reinvestia parte dos seus excedentes emprestando dinheiro aos Estados Unidos. Posteriormente, a China reduziu suas compras de títulos do Tesouro, passando a deter diretamente US$ 700 bilhões [pt: 700 mil milhões] em 2025.
Durante todo o período que vai da década de 1990 a 2014-2015, os Estados Unidos estimaram que se beneficiavam amplamente de sua relação com a China. No entanto, a partir de 2014, com o lançamento da Belt and Road Initiative, a China não se contentou mais em exportar mercadorias. Começou a exportar capital em massa para o exterior, emprestando dinheiro a vários países e investindo em infraestruturas, empresas e recursos naturais na Europa, América Latina, África e até mesmo nos Estados Unidos.
A partir desse momento, a China atingiu um nível de poder econômico tal que os Estados Unidos – desde o final do mandato de Obama, e mais claramente ainda a partir de 2016-2017 – começaram a considerar que não estavam mais tirando tantos benefícios dessa relação como antes. Eles começaram a tomar medidas protecionistas e reforçaram sua presença militar ao redor da China. É preciso falar aqui de um cerco militar: mais de 20.000 soldados americanos estão estacionados na Coreia do Sul, mais de 50.000 no Japão, cerca de 10.000 na ilha de Guam, sem contar outros destacamentos. Os Estados Unidos também são aliados de Taiwan e fornecem armas ao país.
| Para saber mais, ver os artigos de Éric Toussaint relativos à China: 1. Perguntas e respostas sobre a China como potência credora de primeira ordem 2. Por que Washington fez da China seu principal adversário estratégico |
Do ponto de vista chinês, os Estados Unidos estão, portanto, cercando a China em sua própria periferia. Do ponto de vista americano, a China tornou-se uma potência capitalista concorrente, em plena expansão, que não só ganha quotas de mercado, mas também consegue consolidar posições duradouras em vários continentes, incluindo no que Donald Trump chama de “hemisfério ocidental”, da Groenlândia e do Canadá até ao sul da Argentina e do Chile.
A China controla, por exemplo, o principal porto marítimo do Peru e possui empresas de mineração e petróleo em vários países. Os Estados Unidos consideraram então que a zona que dominavam historicamente começava a ser seriamente ameaçada. Sob Trump, essa lógica é assumida de forma brutal: os Estados Unidos afirmam poder agir livremente em seu hemisfério, agredir a Venezuela por seu petróleo e apropriar-se dele, sequestrar e manter em cativeiro em Nova York o presidente venezuelano e sua esposa, querer assumir o controle da Groenlândia, do Canadá ou do Canal do Panamá, ao mesmo tempo em que exigem que a China abandone suas posições nessa zona.
Cyn Huang: Como Trump define a China no documento de estratégia de segurança nacional (National Security Strategy NSS 2025)? Você poderia resumir o que escreveu em seu artigo intitulado “Por que Washington fez da China seu principal adversário estratégico”?
O documento de estratégia de segurança nacional publicado pela administração Trump no início de dezembro é muito claro: a China é designada como o principal adversário estratégico dos Estados Unidos. Washington busca reduzir a presença chinesa no hemisfério ocidental e reforçar o cerco militar à China na região do Indo-Pacífico. Oficialmente, os Estados Unidos reconhecem ter 375.000 soldados e pessoal civil militar na região, 66 bases militares permanentes e mais de 80 bases não permanentes. Trata-se de um dispositivo militar absolutamente colossal.
Diante disso, mesmo que a China tenha privilegiado até agora uma estratégia de expansão essencialmente econômica e relativamente pacífica, é possível que, dentro de sua direção política, correntes estejam ganhando influência ao afirmar a necessidade de se preparar para um confronto direto com os Estados Unidos, em nome da autodefesa. Assim, estamos nos aproximando de uma situação extremamente perigosa.
Historicamente, a política de Trump lembra a da segunda metade do século XIX e da primeira metade do século XX, quando os Estados Unidos intervinham militarmente de forma direta para expandir seu espaço de dominação: a guerra contra o México em 1847, que permitiu aos Estados Unidos conquistar o Texas, o Novo México e a Califórnia; em seguida, em 1898, Washington entrou em guerra contra o império colonial espanhol e assumiu o controle de Cuba, Porto Rico e das Filipinas; depois, os Estados Unidos ocuparam o Haiti a partir de 1915.
Após a Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos continuaram sua política de agressão, como a Guerra da Coreia no início da década de 1950 e a Guerra do Vietnã de 1960 a 1975, com mobilizações massivas que chegaram a 500 mil soldados. Sem esquecer a guerra contra o Iraque em 1991, a guerra contra o Afeganistão dos talibãs a partir de 2001 e a invasão do Iraque em 2003, para citar apenas alguns exemplos significativos.
No século XXI, assistimos a um retorno às políticas imperialistas clássicas, tal como analisadas por Lenin, Trotsky, Hilferding, Bukharin ou Rosa Luxemburg. Como esses autores e autoras marxistas demonstraram, esse tipo de confronto entre potências imperialistas conduz estruturalmente à guerra. Após a Segunda Guerra Mundial, apesar de guerras extremamente violentas como as da Coreia ou do Vietnã, esses conflitos, embora envolvessem vários países, não assumiram um caráter mundial. Hoje, com a lógica impulsionada por Trump, o risco de uma nova guerra mundial volta a ser uma possibilidade real.
Cyn Huang: O que dá a Trump a impressão de que a China poderia ser “controlada”?
Uma estratégia de Washington com consequências potencialmente catastróficas
Éric Toussaint: Acho que Donald Trump e seu governo acreditam que podem conter a expansão econômica internacional da China por meio de um conjunto de medidas económicas, comerciais, diplomáticas e militares. Isto inclui um maior protecionismo econômico e comercial, com aplicação de diversas barreiras para reduzir as importações chinesas nos Estados Unidos e promover as exportações estado-unidenses no mercado mundial; pressões sobre os parceiros comerciais dos Estados Unidos para que estes aumentem seus volumes de compras dos produtos made in USA; pressões sober as empresas estado-unidenses e de outros países para que aumentem a produção nos EUA e para lá repatriem a sua produção; aumento das subvenções às empresas dos EUA; a tomada de controlo de território e recursos naturais do hemisfério ocidental e em outras regiões; uma negociação firme com a China para levá-la a reduzir o seu expansionismo econômico fora de suas fronteiras, etc. No que diz respeito ao dispositivo militar, não se trata necessariamente de dizer que Trump está preparando diretamente uma guerra contra a China. Seu objetivo parece ser mais impressionar Pequim, afirmando uma superioridade militar esmagadora: a ideia é fazer a China entender que, em caso de conflito armado, ela não teria chance alguma contra os Estados Unidos, dada a presença militar americana maciça ao redor da China, no Indo-Pacífico e no resto do mundo.
Os Estados Unidos partem, portanto, do princípio de que podem intimidar a liderança chinesa e, dessa forma, limitar sua expansão econômica. No entanto, nada garante que a China aceite reduzir seus objetivos estratégicos e econômicos sob pressão. Pelo contrário, é provável que Pequim não deseje um confronto militar direto, mas que seja cada vez mais forçada a enfrentá-lo à medida que os Estados Unidos reforçam suas ameaças e sua postura militar.
Nesse contexto, o cálculo de Trump parece extremamente perigoso. Ele representa um risco grave não apenas para as relações sino-americanas, mas também para toda a humanidade: para as populações dos Estados Unidos, da China e, de forma mais ampla, para as populações de todo o mundo.
Cyn Huang: Como você vê atualmente o equilíbrio de forças entre a China e os Estados Unidos e qual é o lugar da Rússia nessa situação?
A Rússia, a Europa e a estratégia global de isolamento da China
Éric Toussaint: Para compreender plenamente a situação internacional atual e a estratégia de Donald Trump, é indispensável integrar na análise o lugar da Rússia, bem como o da Europa.
Um dos objetivos centrais de Trump é separar a Rússia da China. Nos últimos quinze anos, houve uma aproximação significativa entre Vladimir Putin e Xi Jinping. Essa aproximação se concretizou, nomeadamente, com a criação do BRICS BRICS O termo BRICS (acrónimo de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) foi utilizado pela primeira vez em 2001 por Jim O’Neill, na altura economista da Goldman Sachs. O forte crescimento económico destes países, combinado com a sua importante posição geopolítica (estes 5 países reúnem quase metade da população mundial em 4 continentes e quase um quarto do PIB mundial), fazem dos BRICS actores importantes nas actividades económicas e financeiras internacionais. , bem como com o reforço dos acordos comerciais, financeiros e militares entre os dois países, em particular após as sanções impostas pelas potências ocidentais à Rússia na sequência da anexação da Crimeia em 2014, reforçadas posteriormente após a invasão da Ucrânia em 2022.
Essas sanções contribuíram para estreitar os laços entre a Rússia e a China. Diante dessa situação, Trump adota uma estratégia muito clara: ele propõe implicitamente um acordo a Vladimir Putin. A mensagem é a seguinte: você pode agir em seu ambiente regional — ou seja, no espaço das antigas repúblicas soviéticas que se tornaram Estados independentes — da mesma forma que eu ajo no hemisfério ocidental. Em outras palavras, Trump reivindica para si o direito de intervir na Venezuela ou em qualquer outro lugar da América Latina e concede à Rússia uma forma de legitimidade para intervir em sua própria vizinhança.
Nessa lógica, Trump propõe um “acordo” a Putin: eu deixo você prosseguir com seus objetivos na sua região, incluindo na Ucrânia, e em troca você se distancia da China. O objetivo estratégico dos Estados Unidos é, portanto, isolar a China, separando-a da Rússia, ao mesmo tempo em que concede garantias à Rússia para suas próprias ambições imperialistas.
É preciso ser claro: a Rússia é hoje uma potência capitalista imperialista, extremamente agressiva, o que já demonstrou em várias ocasiões. Assistiríamos assim a um acordo entre dois imperialismos – a Rússia, imperialismo agressivo mas de segundo plano, e os Estados Unidos, imperialismo dominante e hiperagressivo – com o objetivo de enfraquecer e isolar a China.
No entanto, nada garante que essa estratégia funcionará. A atitude atualmente conciliadora de Trump em relação a Putin, ilustrada, por exemplo, pelo seu convite ao “conselho mundial da paz” que ele encenou durante a reunião de Davos, nos dias 21 e 22 de janeiro, pode mudar rapidamente. Se Putin se recusar a se distanciar da China ou não aceitar um acordo com Trump em detrimento da Ucrânia, uma reviravolta brutal na posição americana é perfeitamente possível.
O que é preciso reter é que a relação Estados Unidos-China não pode ser analisada independentemente do lugar da Rússia. O imperialismo americano procura hoje uma forma de entendimento com o poder russo, a fim de reduzir o espaço econômico, político e estratégico ocupado pela China.
Cyn Huang: Que posição internacionalista adotar?
Éric Toussaint: Diante dessa situação, a questão essencial para nós, como revolucionários e internacionalistas, é a seguinte: de que lado estamos? Nossa resposta é clara. Estamos do lado dos povos, contra os cálculos e os confrontos das grandes potências e dos diferentes imperialismos.
Concretamente, isso significa que apoiamos os militantes que, na Rússia e na Ucrânia, se opõem à guerra travada pela Rússia na Ucrânia. Apoiamos os trabalhadores, os estudantes e os movimentos sociais na China que lutam por seus direitos, pela melhoria de suas condições de vida e por mais liberdades políticas. Apoiamos também os trabalhadores e as massas populares nos Estados Unidos que entram em luta contra as políticas de Trump. Por fim, defendemos a soberania dos países do hemisfério ocidental e de outras partes do mundo contra a estratégia agressiva de dominação dos Estados Unidos. Estamos do lado dos povos em sua luta pelo direito à autodeterminação e pelo exercício de sua soberania sobre seus recursos naturais. Nos opomos a todas as agressões imperialistas e colonialistas, independentemente de sua origem. Na Europa, nos opomos à política imperialista e neocolonialista de nossos governantes e denunciamos sua cumplicidade com o governo neofascista de Netanyahu, que comete genocídio contra o povo palestino.
Opomo-nos às políticas desumanas praticadas pela maioria dos governos do planeta em relação aos migrantes e aos candidatos a refugiados. Apoiamos todas as atividades de solidariedade internacionalista.
Defendemos uma perspectiva autenticamente internacionalista. Estamos nos empenhando ativamente, juntamente com outras forças políticas e sociais, na preparação e realização da Conferência Antifascista e Anti-imperialista de Porto Alegre, no Brasil (26 a 29 de março de 2026). Apoiamos o Apelo internacional para o fortalecimento da ação antifascista e anti-imperialista.
Os autores agradecem a Gabriella Lima e Maxime Perriot pela revisão.
Tradução automatizada, revista por Rui Viana Pereira
docente na Universidade de Liège, é o porta-voz do CADTM Internacional.
É autor do livro Bancocratie, ADEN, Bruxelles, 2014,Procès d’un homme exemplaire, Editions Al Dante, Marseille, 2013; Un coup d’œil dans le rétroviseur. L’idéologie néolibérale des origines jusqu’à aujourd’hui, Le Cerisier, Mons, 2010. É coautor com Damien Millet do livro A Crise da Dívida, Auditar, Anular, Alternativa Política, Temas e Debates, Lisboa, 2013; La dette ou la vie, Aden/CADTM, Bruxelles, 2011.
Coordenou o trabalho da Comissão para a Verdade sobre a dívida pública, criada pela presidente do Parlamento grego. Esta comissão funcionou sob a alçada do Parlamento entre Abril e Outubro de 2015.
9 de Março, por Eric Toussaint
9 de Março, por Eric Toussaint
3 de Março, por Eric Toussaint
18 de Fevereiro, por Eric Toussaint
18 de Fevereiro, por Eric Toussaint
28 de Janeiro, por Eric Toussaint
26 de Janeiro, por Eric Toussaint
20 de Janeiro, por Eric Toussaint , CADTM International , Collectif , Frei Betto , Joao Pedro Stedile , Jeremy Corbyn , Yanis Varoufakis , Rafael Bernabe , Zoe Konstantopoulou , Fernanda Melchionna , Zarah Sultana , Manon Aubry , Israel Dutra , Roberto Robaina , Raul Pont , Ana Cristina Carvalhaes , Annie Ernaux , Ada Colau , Thiago Ávila , Luciana Genro , Sâmia Bomfim
19 de Janeiro, por Eric Toussaint
13 de Janeiro, por Eric Toussaint